Durante a Segunda Guerra Mundial, a jovem Anne Frank manteve um diário. O documento é um relato assustador das atrocidades cometidas em uma das épocas mais sombrias da história da humanidade: O Holocausto.
A jovem e sua família — e de praxe, uma família de amigos de seu pai — partem para um esconderijo para fugir das garras do antissemitismo. Para que não fossem enviados a campos de concentração, escondem-se em cômodos escondidos no prédio da empresa onde Otto (pai de Anne) trabalhava.
O diário — real — acompanha o amadurecimento imposto à jovem Anne e os membros de sua família, presos por um ideal equivocado, trancados na vontade de viver.
E na esperança de que um dia aquilo iria acabar.
Talvez a história de Anne não seja novidade para ninguém. E seu fim conhecido é objeto de grande tristeza ao ler seu diário, porque acompanhamos a sua vontade de sair dali, seus sonhos e suas angústias.
Foi meu primeiro não-ficção do ano, e não me arrependo de sua leitura. Além de uma  aula de história, é um choque de realidade. Tudo torna-se ainda mais denso ao percebermos que é real, aconteceu, existiu.
Às vezes a fantasia é um consolo.
Até a metade do diário, acompanhamos sua relação turbulenta com a mãe e os outros moradores do Anexo. A jovem, então, busca escape na companhia do jovem Peter van Daan (Pels), que torna seu quase irreal amor.


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