Resenha 


Livro: Raira
Autor: Andreas Nora
Editora: Livre Expressão
Edição: 2013
Paginas: 199

Andreas Nora, nos apresenta um livro com uma linguagem bem diferente da convencional, simples, despachada ou digamos até desbocada se e´que esta palavra existe kkkk, com textos marcantes conta a história de um personagem sem nome. A cada capítulo um sentimento diferente, o personagem conhece uma prostituta a Ruiva que dança funk e se vê apaixonado por ela. Leva uma vida despreocupada, vivendo em uma espelunca perto de um mercadão de peixes, e trabalhando na rua ajudando a estacionar carros o que chamamos de "flanelinha" em troca de moedas e notas ensebadas como ele se refere, consegue manter seus vícios e ainda abre mão das poucas moedas quando vê aguem que precise. tanto quanto ele. 

"...E eu entreguei muitas moedas e muitas notas estropiadas ensebadas à mulher com um filho no colo, outro pela mão, e um na barriga..." 

Uma leitura adulta e muitas vezes obscenas, porém, necessária para este tipo de narrativa, Andreas Nora nos mostra como seu personagem vê Raira, a Mulher gostosa, que da nome ao livro.  
Raira é escrito em forma de poemas, saindo do formato clássico, para uma bem apimentado, obsceno, daqueles que você imagina a cada cena de sexo selvagem o leitor fica como se estivesse participando da loucura que é o relacionamento do personagem sem nome e Raira. 

"...Eu não posso nada lhe dar que não seja o meu corpo e um copo d'agua..."

O final do livro, foi surpreendente o que prende leitor a trama do início ao fim.
Leitura intrigante, porém, fantástica! Andreas Nora, Tem uma escrita inteligente, onde o obsceno, as linguagens de rua toma forma de poesia.   Indico este livro, principalmente a pessoas  que leem sem pudor ou preconceito com as cenas bem reais, no dia a dia das ruas. Raira é uma leitura rápida, onde o escritor nos traz toda força de um personagem sem nome, com suas crises existenciais e amor ao próximo sem preconceitos

Andreas Nora você sabe que sou sua fã obrigado por mais esta incrível estoria 

Contatos: andreasnora@gomail.com



Resenha do livro Cachorro do Mato







Resenha
Livro: Cachorro do Mato
Autor: Andreas Nora
Editora: Livre Expressão
2014
Paginas: 145

Andreas é um poeta, que nos mostra de uma maneira um tanto quanto assustadora a realidade nua e crua da vida nas ruas. Alguns pontos fiquei chocada com o que lia mas no desenrolar da narrativa pude entender onde o escritor quis chegar.
Um homem, um cachorro, O Dono de um Bar, varias mulheres e um casal de amigos, muita cachaça, cigarro e drogas, (Cachorro do Mato, Pierre, Gabriel o Arcanjo, Jose, Lia, mulher das coxas bonitas, Doroti, Lucky, Tonho e Carol) esses são nossos personagens que lutam cada um como podem para viver a vida da melhor maneira possível " sempre um dia após o outro"

Pessoas que tem em comum as ruas e suas dificuldades, e que de algumas forma e motivos diferentes sairam de casa para fugir de problemas, responsabilidades, abusos...
Cachorro do Mato e Pierre cuidam um do outro sendo amigos e companheiros em todos os momentos.
Nosso personagem principal quer fugir da realidade de uma vida com regras e se joga no mundo literalmente. Rasga todos seus documentos e passa a viver na rua, cachaça, cigarro e mulher. É a vida que ele quer sem ter paradeiro, quando seu dinheiro acaba começa vender suas próprias roupas e a viver como andarilho, mas esta feliz. " Esta por ai "
De uma forma obscena e bem realista o escritor nos mostra a humildade, companheirismo, amizade, caridade e amor, que vem de onde menos esperamos. 


(Trecho do livro)

" O mar esta calmo e parece não se importar com nada. Pierre corre contente à nossa frente pulando, os olhos acesos, latindo e abanando o rabo. Passa um carro e alguém grita, CACHORRO DO MATO!...Não olho e não mi interessa saber quem é..." 


Fiquei curiosa pra saber mais sobre o personagens, qual vida ele tinha antes de ir para as ruas? Bom Andreas Nora fica a pergunta no ar

#editoralivreexpressão
#andreasnora #cachorrodomato



Em entrevista ao nosso blog Andreas nos mostra um pouco do que esta no livro esta foi a pergunta nemero 15 feita a ele e vale a pena ver novamente ok 

De onde vêm os seus personagens? são inspirados em pessoas reais ou em fatos?

Meus personagens são inspirados em Pessoas Reais e Fatos. Vivi muito a boêmia, de botequins em botequins, convivendo com todo o tipo de gente do "submundo social"; de moradores de rua à traficantes; e presenciei cenas de todo tipo: de vagabundo entrando em camburão, piranhas apanhando de cafetão a homicídio a dois passos de mim.


Entrevista com Escritor Andreas Nora



Escritor de Estilo Obsceno, nasceu no Rio de Janeiro, onde morou até 1990. Vive em São Paulo. Casado há 39 anos. Estudou Arte e Literatura. Tem três Romances Publicados pela Editora Livre Expressão






1-Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Citar exemplos?
Absolutamente Não! É preciso que se respeite o "sentimento" a "emoção" e o "conteúdo poético" que o autor deu ao seu trabalho. Muita das vezes, a questão não está na cena, no roteiro, na fotografia, numa palavra ou num texto que o autor escreveu, mas sim em quem o vê, em quem o lê; e eu posso estar fazendo uma interpretação errônea sendo imediatista numa primeira leitura da cena. Não mudo nada: Respeito profundamente o "trabalho, o desgaste" que esse autor desprendeu para sua Arte.


2-Quando percebe, porém, que a personagem está fraca, que as idéias estão murchas, você recomeça ou adota a ironia em relação a elas?
Só sento para escrever quando os meus personagens já estão prontos na minha mente e nesse processo vou "anotando" psicologicamente, mentalmente, o que pode "estar fraca", se "as ideias estão murchas"... Não! Só escrevo quando percebo que os meus personagens estão compactos naquilo que previamente imaginei; não mudo nada porque já está tudo traçado. (Aprendi assim com os meus Mestres - vários deles).


3-Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Como disse anteriormente, quando vou Escrever já tenho tudo em mente. Fiquei na cabeça com "Você Precisa É De Uma Boa Dose De Vadiagem", 2012, um ano e uns poucos meses; o escrevi todo, inclusive Revisão em dois meses e meio. "Raira", 2013, ficou na minha cabeça três ou quatro meses, o escrevi em três semanas, mais ou menos. "Cachorro do Mato", 2014, ficou na minha cabeça uns seis meses, escrevi em três (3) semanas ou um (1) mês no máximo. Quando sento para escrever, sei exatamente o que eu quero; ou seja, o que a minha Alma quer dizer, o que o meu Sangue pede. Posso parecer pretensioso, o que de fato eu não o sou; mas eu não escrevo para agradar, para ser premiado; escrevo porque uma premência faz com que eu "expulse meu demônios, me exorcize na hora do meu trabalho, da minha Escrita, de por a prova a minha Literatura para mim mesmo.


4- Qual foi o seu primeiro e decisivo ato literário?
Ato literário no sentido de escrever, foi quando eu tinha 11 anos, em março de 1964, e o Militar começou a governar o país. O título da minha Redação, uma mistura de poesia com prosa e com teatro e com mais alguma coisa intitulada "O Boi". Foi um sucesso por alguns meses na escola! A redação não tinha nada com o momento político; diga-se. Mas a data e a aceitação do meu trabalho me marcou muito. Mais o meu primeiro ato literário "Ato Literário" definitivo em me tornar escritor, foi em 1972, quando eu estava fazendo Vestibular e li seriamente "O Cortiço", de Aluísio Azevedo. Mas aqui na sua Entrevista, revelo pela primeira vez: a Escritora que me impulsionou na Obsessão pela Escrita e que que me içou no meu Estilo Literário foi Adelaide Carraro (1926-1992 - morreu com 55 anos), considerada uma Escritora Maldita, Pornógrafa. Alguns críticos até a intitularam a "Escritora da Putaria" - eu devia ter 12 a 13 anos; lia-a escondido. E o que abriu a minha cabeça para o desespero da Alma do Homem foi Eurípides, poeta grego do séc. V a.C., que li logo depois de "Chapeuzinho Vermelho" e antes de Adelaide Carraro. Depois veio Bocage, Gregório de Matos Guerra, Bukowski, João G. Noll e muitos outros que não vou me alongar mais.


5-Quando começou a ecrever, já fazia planos de serguir carreira?
SIM! Mas por morar em litoral, pensei também em ser Marinheiro, porque tinha aquele glamour de Porto em Porto, de Cabaré em Cabaré, de um País à outro!


6- Além de escrever, o que mais faz?
Leio Muito, visito amigos e sou visitado, adoro caminhar pelo Centro "Sujo" de São Paulo ou do Rio de Janeiro quando lá estou. não faço nada; sou Vagabundo; Vadio!


7- No assunto Finanças, mas, do ponto de vista material você vive de quê. Quem paga as contas do mês?
Vivo de Rendas. Nunca trabalhei fixo; substituía um professor de Literatura aqui e ali umas poucas vezes, mas... Trabalhar, não!! Detesto compromisso de horário; imposição. A minha Renda Própria, que veio de família, paga as minhas contas.


8-Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Sim! Tenho muita coisa escrita. Coisas de anos, mas nunca as publiquei porque eu não queria compromisso com nada que tirasse a minha Paz. Queria publicar e fazer Carreira mais tarde; nada de presa. Hoje, ainda gostando da Boêmia, mas tenho mais paciência e sossego espiritual para publicar. (A Fera está amansando!... hahaha!...)


9-Música de fundo é indispensável?
Escrevo em Silêncio Total: Deus, o Som da Minha Mente e o Som do Teclado.


10- É notívago ou só cria à luz do dia?
Bebo muita Vodca durante o dia. Durmo cedo. Fui Notívago em outras eras. Às cinco (5) da manhã, já orei, já me alonguei, já tomei o meu banho, já fiz o meu desjejum, e ás 5 da manhã já estou Escrevendo e vou até às 09:30 - 10:00 horas. (Crio à luz do dia).


11-Seu principal critério para a escolha de uma leitura é o título, o autor ou o assunto?
O Autor vinculado ao Assunto. (Obsceno, Pornográfico, Erótico, um Quê de Vulgaridade - Claro está, que tem que haver ARTE, FORÇA POÉTICA, ESTILO LITERÁRIO e sobretudo PAIXÃO DE SENTIMENTO, CONTEÚDO e FORÇA NARRATIVA, "S E M" pieguice e frases prontas; clichês ensaiados.


12- O mais difícil: a primeira ou a última frase?
Quando sento para Escrever já tenho a minha primeira e a minha última frase prontas. (Assim também como o Título).


13-O seu primeiro leitor: você, seu gato, um parente, amigo, editor? Ou convoca a gangue inteira para uma avant-premiére?
O meu primeiro leitor, depois de mim, evidente, é a minha mulher, a qual, quando propõe algumas alterações, são mínimas, e todas muito oportunas.


14-quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
A minha literatura nasce memo num passatempo chamado "Cinema Brasileiro", embora não domine o assunto, sou fã do "Cinema Brasileiro" e ele teve uma influência muito grande na minha Literatura com a direção de várias Feras, que não vou citar o nome porque posso pular alguns, mas os atores eram também fabulosos: Odete Lara, Norma Bengel, Nicoli Puzzi, Wilson Gray, Jece Valadão, Grande Otello, Carlos Vereza, Paulo César Pereio, José Legoy, Hugo Carvana, Jardel Filho... E eram todos filmes "UNDERGROUND" (faltou o nome de muitos atores, mas diretores é mais difícil - hahaha!!... Mas vou quebrar o que falei acima e vou citar um diretor Brasileiro do qual sou fã: Walter Hugo Koury)


15-De onde vêm os seus personagens? são inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Meus personagens são inspirados em Pessoas Reais e Fatos. Vivi muito a boêmia, de botequins em botequins, convivendo com todo o tipo de gente do "submundo social"; de moradores de rua à traficantes; e presenciei cenas de todo tipo: de vagabundo entrando em camburão, piranhas apanhando de cafetão a homicídio a dois passos de mim.


16-Qual de suas obras/personagens é seu favorito? porque? o que ele significa para você?
Para mim, os meus três livros publicados, têm pesos iguais, porque cada um tem os seus próprios personagens com suas próprias aflições da alma e suas próprias vivências! Detalhe: o peso é igual porque todos os três foram escritos com todo o meu Sentimento e com o meu Sangue fervendo. E tem o seguinte: cada personagem é único: tem seu sofrimento, suas, alegrias, seus existencialismos e seus encantos.


17-alguns fato sobre você?
Sou de uma Timidez Profunda para falar em público e principalmente ser fotografado (tenho apenas meia dúzia de fotos "oficiais", passaporte, RG, CNH...). Esse é um dos fatores que não me levam a fazer Lançamento Público, nem Noite de Autógrafos. Sou muito caseiro, mas adoro frequentar um botequim desses de quinta categoria; lá converso com amigos que são ótimos Artista anônimos (Escritores, Pintores, Poetas, Músicos e Coreógrafos e Bailarinos e Funcionários Públicos, Civis e Militares de alta patente. Lá nos botequins no Centro "Sujo" de São Paulo e no Centro "Sujo" do Rio de Janeiro, converso com os mendigos, com os moradores de rua, com as prostitutas, com os travestis, com pequenos traficantes. Muitas vezes pago uma bebida para eles. Pode crer: às vezes eles pagam pra mim, mesmo o morador de rua. Amo Vodca, bebo todos os dias e quase o dia todo, e fumo também. Há alguns anos os meus amigos antigos diziam que eu lembrava Bukowski, um dos meus primeiros Mestres, e parafraseando o que diziam dele (ou ele mesmo dizia dele) "Velho Safado", me chamavam de "Velho Louco"!!... Hahaha... Agora, mudou tudo: estão me chamando de "CACHORRO DO MATO"! Mudou tudo com um título de um livro; hahaha!!...


18-curiosidades sobre seus livros?
São altamente Obscenos, mas de uma Realidade Profunda! Uma Realidade para onde não querem olhar, quanto mais ler. Uso a Linguagem Crua, Cáustica, Corrosiva, Realista; a Linguagem da Rua, da Sarjeta. E os meus personagens não são fictícios!! Vá nas zonas de meretrícios e veja. Vá aos botequins de periferia ou do Centrão da cidade e veja. Vá à cracolândia e veja. (A MINHA SATISFAÇÃO: NÃO DEIXAR A REALIDADE DO "SUBMUNDO" SER MAQUIADA POR UM MORALISMO FAJUTO!!!).



Adquira os livros do autor

Para adquirir os livros do escritor Andreas Nora, entre em contato pelo e-mail: andreasnora@gmail.com

"Você Precisa É de Uma Boa Dose de Vadiagem", 2012 - R$ 25,00

"Raira", 2013 - R$ 25,00

"Cachorro do Mato", 2014 - R$ 25,00

(frete não incluído, valor R$ 10,00)



Escritor Parceiro


Escritor Andreas Nora



Escritor de Estilo Obsceno, nasceu no Rio de Janeiro, onde morou até 1990. Vive em São Paulo. Casado há 39 anos. Estudou Arte e Literatura. Tem três Romances Publicados pela Editora Livre Expressão: 

"Você Precisa É De Uma Boa Dose De Vadiagem", 2012 
"Raira", 2013, 
 "Cachorro do Mato", 2014.
 Atualmente trabalha num livro de Contos para o segundo semestre de 2015.



Editado pela Livre Expressão, será Publicado pelo Instagram (@andreasnora_escritor)
DadoTimidez (muito acentuada), o escritor Andreas Nora não faz Lançamento Público nem Noite de Autógrafos. Reúne uns pouquíssimos Amigos Escritores, Poetas e outros Artistas. Lê vários trechos, bebemos e conversamos madrugada adentro.




Livro Cachorro do Mato




"Cachorro do Mato", 2014, Romance de Andreas Nora, 145 pág. Editora Livre Expressão.

Texto da P. 109 a 110:
(...) A porta do seu carro está aberta, e ela, sentada, abre as suas pernas e me mostra a sua boceta. A mulher é muito bonita e está sem calcinha. A mulher é muito bonita, está sem a calcinha e alisa a sua boceta com uma das mãos enquanto com a outra a abre afastando os seus lábios. E a sua boceta está toda aberta como uma estrela radiante numa constelação. A sua boceta não tem pelos; é totalmente lisa; é uma boceta raspada; uma bocetona sem qualquer pelo; sem um fio de pelo; rosada, escanhoada e muito rosada. Uma bocetona linda! (Embora eu goste das bocetas cabeludas - amo as bocetas cabeludas que espalham seus pelos pelas virilhas, amo as bocetas como a boceta de Lucky - não posso negar que aquela boceta raspada lisa escanhoada é muito bonita; lindíssima!). E eu queria a luz dessa boceta. Aquela boceta rosada lisa me deu vontade de comê-la, literalmente comê-la, sentir sua carne sangrar na minha boca; passei a mão pelo meu pau; parecia que eu despertava do meu porre. Com dificuldade pelo peso que tenho na cabeça, mas tomado de um tesão súbito que aquela cena me dava, viro todo o meu corpo para a mulher, que está sentada no carro com a porta aberta e as coxas muito abertas e me mostra a sua bocetona arreganhada enquanto passa a língua nos lábios. O peso da cabeça e toda a ressaca em que me encontro somem rapidamente. O meu pau está muito duro; muito duro. "Vá, seu mendigo porco, sujo, me mostra o seu pau... quero ver o seu pau, vá... me mostre", diz a mulher passando a língua voluptuosamente nos lábios, fazendo cara de tesão e esfregando o grelo com um dos dedos, e eu olho para os lados e olho para a mulher e pisco os olhos e passo sem acreditar no que estou vendo e já estou com o pau muito duro e volto a olhar para os lados e vejo que não vem ninguém é passo a mão no pau, e a mulher esfrega o grelo e com uma das mãos coloca o peito totalmente para fora da blusa e começa a massageá-lo suavemente e passa a beliscar suavemente o bico do peito e diz, "mendigo imundo, me mostre a sua vara... vá... me mostre... quero ver a sua vara, mendigo porco... vá... quero ver o seu caralho...". E eu esfrego e aperto o pau com muita força, e a mulher diz, "tira essa pica suja pra fora... vá... quero ver o seu pau; quero ver o seu pau duro... vá... me mostre essa pica suja...". E continua a passar uma das mãos na mama e a acariciar o grelo, e eu começo a abaixar mais a minha calça, deixando-a na altura dos joelhos e ela, num lance muito rápido, coloca a outra mama para fora, e as suas mamas estão muito intumescidas, e a sua buceta está muito intumescida, e ela abre mais as suas coxas, e a sua bocetona está avermelhada é muito molhada, e ela deixa de alisar os peitos e enfia dois dedos na boceta e diz, "olhe pra mim, seu escroto... (...)


Você Precisa é de Uma Boa Dose de Vadiagem


Você Precisa É De Uma Boa Dose de Vadiagem, Romance, Ed. Livre Expressão, 2012. Cap. 33, p. 70

(...)
[Três horas de uma foda alucinada...
Demônio de mulher!..
Putona...
Cadela depravada;
Alucinante de gostosa;
Potranca fodedeira no cio]
(...)

Raira



Raira, Romance, 2013, Cap. 18, p.174, de Andreas Nora


(...)

Não preciso de nada
Não preciso de nenhum sentido
Não preciso de nenhuma direção
Não preciso nem mesmo de mim
Preciso de você, Raira
Que se fodam os talheres
Que se fodam os lençóis
Que se foda as taças
Que se fodam os guardanapos
Sua bênção, Minha-Raira
Sua bênção, meu Anjo-Demônio
Sua bênção, Minha-Fêmea

(..)



Conto inedito


"Whitman e Martha", Andreas Nora, Conto Inédito, New York / Miami - Nov. 2014

New York 16:45.


Segundo dia do encontro de escritores para estudar e discutir Folhas de Relva, de Walt Whitman. Eu estava ali pela segunda vez, no meu segundo dia e me faltariam ainda mais três dias. Abandono a sala de estudos. Estou de saco cheio. Rumo para a rua à procura de um bar.

New York 17:00.


Peço um Jack Daniel. Abro Folhas... Para continuar a terceira releitura e começo no verso "...." (...). Meto o uísque pra dentro e em seguida peço outro, e peço outro e vou lendo Whitman com uma rapidez assustadora.

New York, 17:40.


Ouço uma voz de mulher com sotaque hispânico atrás de mim, hei velho babaca, vai entrar pela noite lendo a porra desse livro?, olho pra trás e vejo uma mulher dos seus 28 ou 30 anos, bonita, boca larga e carnuda, cabelos pretos e muito curtos (esse cabelo muito curto com a nuca totalmente nua me excitou muito), não tem nada melhor para fazer?, continuou ela.

Sentei-me à sua mesa. Ela tinha uns peitos grandes e pareciam bem duros, do jeito que eu gosto, e suas coxas também eram grossas, o que pude observar pelo vestido muito curto com as pernas cruzadas. Martha era o seu nome.
Perguntou-me o que eu lia, eu lhe mostrei o livro e a fotografia de Whitman, e ela disse, velho babaca com essa barba imunda, eu disse que nem Whitman nem eu éramos babacas, mas a barba dele é imunda, disse ela, e eu disse, que isso não me interessava, que o que me interessava era a poesia dele e os peitos e as coxas dela, e ela riu muito quando eu disse isso e eu ri também e ela enfiou suas mãos entre meus cabelos brancos e puxou a minha cabeça e nos beijamos como apaixonados e bebemos todo o uísque e pedimos mais uísques e Martha falou que estava vivendo uma fase de tédio, e eu vi que a minha fase não estava muito diferente da dela. E falamos das nossas aflições e vimos que seguíamos os nossos dia a dia naquela mesma coisa que não era outra que não ela mesma. Estávamos bem aquecidos pelos uísques. Nos beijamos, nos apalpamos desesperadamente.

Aeroporto de Newark, NY, 20:55.

Troquei a barba branca e longa de Whitman pelo cabelo preto e curto de Martha.
Estamos bêbados aos beijos entre promessas de amor voando para a Flórida, Miami.

Flórida, Miami Beach, 01:10

Estamos feitos animais enlouquecidos transando num hotel. O sol e o mar de Miami Beach, mudou o sentido do nosso espírito. Uma noite fomos para Little Havana e dançamos muita música caribenha e bebemos muito rum.

Foram dias bêbados; se amando e vivendo.
Faço uma dedicatória em Folhas e o ofereço a Martha, que aperta a foto de Whitman contra o peito, beija-o e depois me beija.

Aeroporto Internacional de Miami, 11:45.

Martha, com um echarpe escondendo as marcas que deixei em seu pescoço, some pelo portão de embarque e me acena sorrindo e eu faço o mesmo para ela. Ela volta para New York e eu sigo para o meu portão para embarcar para o meu país.

Andreas Nora
New York / Miami
Nov / 2014




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Para adquirir os livros do escritor Andreas Nora, entre em contato pelo e-mail: andreasnora@gmail.com

"Você Precisa É de Uma Boa Dose de Vadiagem", 2012 - R$ 25,00

"Raira", 2013 - R$ 25,00

"Cachorro do Mato", 2014 - R$ 25,00

(frete não incluído, valor R$ 10,00)




Textos e imagens Andreas Nora http://www.andreasnora.blogspot.com.br/


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