Do Autor M. V. Barcelos

Da Editora Novo Século – Talentos da Literatura Brasileira

De 2015

Com 111 páginas

    Vou começar falando dessa capa perfeita... porque só pela capa já da pra julgar que a historia promete arrepios... E eu realmente fiquei com medinho lendo hahaha

     A historia já começa com uma garotinha de 5 anos vendo fantasmas no meio da noite, no corredor mal iluminado da casa onde morava... E eu estava em um corredor vazio da facu quando comecei a ler, claro que fiquei com a impressão de que a qualquer momento eu ia ver um fantasma de uma mulher sendo enforcada ou de uma criancinha ou qualquer outra coisa assustadora...

" - A moça está pendurada pelas tranças no pescoço dela... Ela esta balançando - e, então, começou a rir novamente. - Balançamdo e fazendo caras engraçadas! - e voltou a imitar as caretas."




Entrevista com o escritor Jim Carbonera






1. O que você acha de blogueiros fanático por livros?
Especiais. Numa sociedade em que se lê raramente, ter pessoas que além de fanáticos por livros, os divulga, é algo realmente especial e merece todo o nosso carinho.

2. Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Citar exemplos?
Ah sim. Cito o mais recente: Breaking Bad. O problema é que se eu falar o que eu faria, estarei cometendo um baita spoiler. Mas sem falsa modéstia, seria um final MUITO melhor do que o original.

3. Quando percebe, porém, que a personagem está fraca, que as ideias estão murchas, você recomeça ou adota a ironia em relação a elas?
Depende. Se ela não for importante para o contexto do livro, eu a deixo, como se fosse aquela pessoa água de salsicha que volta e meia passa pela nossa vida. Sem acrescentar em nada. Entretanto, se ela tiver certa importância para obra, recomeço ela ou tento tratar os pontos falhos da personagem.

4. Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Sim, gosto de ter uma ideia geral da criação. Porém, durante a obra, acrescento muitas outros elementos a narrativa.

5. Qual foi o seu primeiro e decisivo ato literário?
Ler o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. A partir daí, vi que a literatura poderia ser muito mais cotidiana e realista do que eu imaginava.

6. Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Não, pois não fazia ideia se teria competência para isso. Escrever livros como hobby, não me serviria. Então ia escrevendo meus rascunhos e postando em um blog. Conforme elogios eram feitos, vi que tinha potencial para seguir adiante. E, respeitando à literatura, decidi seguir a profissão. E não tratá-la como um passatempo.

7. Além de escrever, o que mais faz?
Durmo, como, vejo filmes e seriados, leio, passeio com o meu cachorro, namoro, faço sexo, escuto rock and roll e exploro a boêmia porto-alegrense.

8. No assunto finanças, mas, do ponto de vista material você vive de quê. Quem paga as contas do mês?
Moro com meus pais. E, num primeiro momento, não tenho pretensão de sair de casa. Tenho total liberdade, não posso me queixar. Mas quem paga minhas contas sou eu. Tento, aos trancos e barrancos, sobreviver da literatura. Como eu respondi na perguntar 6, não trato a literatura como um simples passatempo. E sim, como uma profissão. Se não conseguir levar adiante, daí eu vejo o que faço. Mas só saberei se tentar. E tenho fé que conseguirei.

9. Música de fundo é indispensável?
Sim. De preferência blues.

10. É notívago ou só cria à luz do dia?

100% notívago. Eu, os morcegos e as baratas.

11. Seu principal critério para a escolha de uma leitura é o título, o autor ou o assunto?
Assunto. Acho bobagem que como escritor seja obrigado a ler de tudo, até mesmo um estilo que eu não goste. Essas verdades absolutas me chateiam pra caralho. Leio normalmente o que me dá prazer. Uma ou outra vez posso abrir uma exceção. Porém, não me obrigo a explorar mundos que me incomode e me traga enfado.

12. O mais difícil: a primeira ou a última frase?
Primeira. Pois é a partir dela que a maioria dos leitores (exceto aqueles que leem a última frase do livro antes da primeira) irão dar prosseguimento a obra. A primeira frase e uma espécie de cartão de visita do livro.

13. O seu primeiro leitor: você, seu gato, um parente, amigo, editor? Ou convoca a gangue inteira para ma avant-premiére?
Amigo. Tenho um que além de ser muito competente em avaliar meus originais, é sincero. Sabe separar a amizade do profissional. E se tiver que dizer que está uma porcaria o meu original, não pensa duas vezes em me falar.

14. Quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
A madrugada. Há muitas histórias nesse período do dia. Acho que as pessoas expõe mais o lado verdadeiro delas. Sem atuação ou encenação. Se deixam contaminar pelos demoniozinhos internos. O lado mais sombrio que carregam, aquele que normalmente gostamos de esconder.

15. De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Os dois. Alguns são ficcionais. Criação da mente. Outras são inspiradas em pessoas reais. Assim como o conteúdo do enredo; uns verdadeiros, outros invenção.

16. Qual de suas obras/personagens é seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?
Meu personagem favorito é protagonista das minhas obras, Rino Caldarola. Ele é corajoso e autêntico. Tem um desprezo pela sociedade que às vezes eu também gostaria de ter. E é sincero ao extremo, o que volta e meia é confundido com arrogância e antipatia.

17. Algumas curiosidades sobre você e seus livros?
Sou destro, amante das artes subversivas e transgressivas e, apesar de gaúcho, não bebo chimarrão. Sobre os meus livros, uma curiosidade é que foram escritos no outono/inverno. E minha primeira revisão, depois que os finalizei, foi na primavera.

18. Você já tem algum livro novo em mente para ser publicado?
Sim, assinei contrato mês passado com uma editora de São Paulo. Provável que entre agosto e outubro minha nova obra seja lançada. Se chamará Royal 47. Falará da relação, quase íntima, de um aspirante a escritor com sua máquina de escrever. Além de relatar acontecimentos da nova fase da vida do protagonista. 




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Escritor Parceiro Jim Carbonera




Jim Carbonera nasceu no Brasil, em 27 de fevereiro de 1982. Natural de Porto Alegre, reside ainda hoje na cidade que serve de inspiração para suas escritas.
Iniciou escrevendo contos sobre o cotidiano, expandindo-se com o tempo para outras áreas literárias. A partir de autores como Alberto Fuguet, Charles Bukowski, Chuck Palahniuk, Ernest Hemingway, Herman Brusselmans, Pedro Juan Gutiérrez e Reinaldo Moraes, injetou alma e realismo sujo à sua narrativa.
Formou-se em turismo, exercendo a profissão por quatro anos e abandonando-a para dedicar-se integralmente à literatura. Suas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertinos, melancólicos e atrozes, e seus personagens possuem a subversividade como características principal. Segue o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo.
Tem como projeto pessoal escrever — em forma de ficção — obras que relatem o ciclo urbano de Porto Alegre. Onde narrará as particularidades da cidade, dos seus moradores e dos visitantes que dão vida e personalidade para essa metrópole tão peculiar.
É autor dos livros Divina Sujeira (Multifoco, 2011) e Verme! (Boêmia Urbana, 2014). Obras que fazem parte do projeto acima citado.



No momento o autor trabalha em seu terceiro livro, intitulado de Royal 47.








Sinopse livro:


Entre o fictício e o real, Rino Caldarola narra em primeira pessoa suas desventuras e desatinos em Porto Alegre, sua cidade natal. Inconformado pela escassez de inspiração e à procura de um lugar ao sol no cenário literário brasileiro, o protagonista é o reflexo das desilusões e dos anseios que atormentam uma sociedade cada vez mais conturbada e contraditória.
Com uma narrativa insolente e exasperada, Rino constrói e defende seu espaço pessoal utilizando-se de ironia, arrogância e de um erotismo cru. Busca desvencilhar-se de sua mãe coruja e do seu bairro que outrora fora de classe média, mas agora se elitiza em nome do progresso. E, principalmente, luta para desembaraçar sua paradoxal maneira de pensar e ver o mundo.

Trechos do Livro:

Frases do livro Verme!:

"Assim como um verme, um parasita, fico aqui parado apenas vivendo à custa dos outros e sugando o necessário do hospedeiro para minha sobrevivência. Sem contribuir em nada para o organismo chamado sociedade." Pág. 178

"A cada minuto, os segundos viram passado e não podemos perder metade de nossas vidas nos lamentando e procurando desculpas para as merdas que cometemos. A grande jogada é: levou um soco da vida; esquive-se do próximo e contra-ataque com um cruzado de direita. Ninguém será seu salvador, a não ser você mesmo." Pág. 61

"As pessoas não estão acostumadas com discórdia e querem nos obrigar a compactuar da mesma opinião que elas. Basta ter um julgamento diferente e pronto, você será considerado preconceituoso e estúpido." Pág. 152

"Há pessoas que nascem para serem criadas em gaiolas, fechadas, trancafiadas em seu mundo, um lugar muitas vezes encantador, fantasioso, introspectivo e cheio de facilidades. Pessoas movidas por suas verdades absolutas e lúgubres. Já outras, nascem para voar em liberdade, bater asas livremente em um céu brando, limpo, independente. Como pássaros desprovidos de trancas, guiados apenas pelos seus instintos. Em ambos os casos há felicidade, para isso, basta escolher em qual deles nos encaixamos melhor." Pág. 143 - 144

"A verdade é que acreditar no sobrenatural amorna a loucura." Pág. 177

Outro Titulo do autor

Infelizmente esgotado mas quem sabe o autor nos prestigie com o relançamento por enquanto conheça um pouco sobre Divina Sujeira






DIVINA SUJEIRA

ISBN: 978-85-7961-457-6


Em uma realidade crua e sarcástica, o autor explora sem escrúpulos o interior de uma sociedade abstrata e distorcida, assim é Divina Sujeira, um relato vibrante de um mundo onde as vitórias e as derrotas caminham de mãos dadas.
O protagonista Rino Caldarola descreve acontecimentos infames, alguns de sucessos e tantos outros para deixar cair no esquecimento.
Dividido em 27 contos, a narrativa apresenta mulheres sinuosas e independentes, homens excêntricos e viris em histórias de amores simples, atitudes sórdidas e finais inusitados. Com uma escrita vigorosa e direta, o autor conduz os leitores aos mais variados sentimentos, revelando uma faceta absolutamente sincera de um mundo sujo e repleto de pecados.

Trecho do Livro:


"Nove horas da manhã é dureza de acordar. A sociedade inventa alguns dogmas um tanto quanto cretinos e eu não entendo o porquê. Quem disse que acordar cedo é pré-requisito de produção?
Sempre odiei dormir e acordar cedo. A madrugada é o estro de todo artista e a manhã é a hora do descanso; como se fosse um período frívolo, vazio, onde não faz o menor sentido estar de pé durante esse espaço do dia." — Divina Sujeira

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Entrevista com a escritora Li Mendi

Obrigado Li Mendi pelo carinho e atenção




1-Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Citar exemplos?
Eu não gostaria de criticar as obras de outros autores, pois, cada um teve uma intenção. Mas, posso emitir a minha opinião de que eu não gosto como consumidora de comprar uma obra de ficção com final triste e desastroso. Eu fico depressiva e super triste ao terminar. Não vou dedicar os momentos mais preciosos da minha vida para me sentir mal por uma história não real. Se me dizem que a obra pode trazer esse efeito, eu não consumo. Seja filme ou livro. Podem chamar isso de imaturidade, eu diria que é uma escolha. Ninguém precisa seguir modinhas.

2-Quando percebe, porém, que a persongem está fraca, que as idéias estão murchas, você recomeça ou adota a ironia em relação a elas?
Já aconteceu em Será uma Vez 2. A personagem era gordinha e o seu par tinha a narração dos seus pensamentos. Eram ideias duras e preconceituosos. Mas, ele não falava, só pensava. O que é natural de todo ser humano. Mas, os leitores não gostaram e reclamaram muito. Eles não estava preparados para ouvir a verdade do personagem. Então, entendi que há um limite. Há uma busca de prazer nos livros. Eu refiz e mudei a história para uma outra diferente. Foi super difícil pra mim, mas, uma grande lição sobre que tipo de homens as mulheres buscam nos livros.

3-Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Sim. Eu faço um roteiro no excell muito detalhado e monto o personagem com todas as características. Agora, claro, ideias novas podem surgir e na hora de fazer o capítulo, me surpreendo com algumas tiradas que surgem. Mas, é um trabalho profissional de planejamento.


4- Qual foi o seu primeiro e decisivo ato literário?
Tudo sempre fluiu com muita naturalidade. Acho que um momento marcante será agora, na publicação do meu primeiro Hot. Isso é diferente de tudo que fiz. Ainda está no papel, porque eu preciso estar 100% apaixonada por aquele casal. E falta lapidar. Só entrego quando sinto que vai emocionar as pessoas. Não é porque tem detalhes apimentados que é lugar comum, que é pornografia barata, como vejo muito por aí. Tem que ter drama, humor, ligação entre os personagens e um ótimo roteiro. Ainda estou aparando as arestas. Sem dúvida, será decisor.

5-Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Eu sempre quis ser escritora. O que aprendi na prática é que para viver financeiramente preciso de outra profissão. Trabalho duramente para pagar minhas contas e me permito ter essa segunda ocupação. Mas, um sonho eterno seria viver de escrever. Enquanto o ideal não é viável, eu faço o que está ao meu alcance e isso já é uma vitória.

6- Além de escrever, o que mais faz?
Eu sou jornalista e publicitária. Trabalho em uma empresa de Comunicação 8h por dia. Sou casada e ainda não tenho filhos, mas, quero ter em breve.

7- No assunto Finanças, mas, do ponto de vista material você vive de quê. Quem paga as contas do mês?
Como falei, sou publicitária e trabalho para pagar minhas contas. Não vivo dos livros. Aliás, se alguém hoje é muito jovem e quer pagar suas contas com os livros que vá escrever, cuidado. Recomendo, sim, fazer uma faculdade, estudar, se dedicar e arrumar um emprego. Porque se sua vida financeira estiver ok, você terá tempo, amor e prazer para escrever. Não irá sofrer tanto por ver que as pessoas de modo geral não comprarão seu produto. Estou falando isso pra os escritores pequenos, que não vendem como os best seller americanos de milhões de volumes. Sim, há autores que vivem muito bem disso, mas, estes exemplos não são tão corriqueiros. Por isso, o conselho é estudar e fazer sua carreira profissional. Alguém precisa pagar a conta da padaria.
Só para ter uma ideia de como as coisas funcionam de forma geral. 60% do valor de um livro fica com a livraria. 8% com o autor e o restante com a editora. Se um livro custa 25 reais, o autor ganha 2 reais. Por mês, para ter uma renda de 2 mil, ele precisa vender mil livros/mês. Isso é muita coisa. Agora, se você precisa ter uma família e ganhar 4 mil, quantos livros precisa vender? Essa é a realidade.
Os novos escritores que sonham no ppt, deveriam também sonhar no excell, como brinca um amigo meu. É importante medir bem as expectativas para não sofrer por frustrações.
Não estou dizendo que alguém que começou não pode amanhã estar vendendo cinquenta mil livros. Mas, é bem provável que a maioria não seja assim, então, vale garantir um canudo e um crachá também rs.

9-Música de fundo é indispensável?
Não. Eu gosto de ouvir jazz, mas, escrevo no silêncio. É mais importante o lugar. Gosto de estar sozinha, quieta, em um lugar calmo. O corpo participa da criação.


10- É notívago ou só cria à luz do dia?
Eu sou uma pessoa bastante noturno. Mas, não tem hora. O que acontece é que chego cansada do trabalho e ficar até muito tarde já é difícil pra mim. Os fins de semana, férias e feriados se tornam mais movimentados rs.

11-Seu principal critério para a escolha de uma leitura é o título, o autor ou o assunto?
Assunto. Mas, quando gosto muito do autor, compro, claro.


12- O mais difícil: a primeira ou a última frase?
Sempre a última, que no meu caso, não é a do final. Não escrevo em ordem cronológica. Faço o primeiro, o último, depois o terceiro, depois o capítulo do meio... Como tenho um roteiro pronto, vou intercalando. Então, em algum momento há um capítulo que eu fiquei "evitando" e que precisa sair rs.

13-O seu primeiro leitor: você, seu gato, um parente, amigo, editor? Ou convoca a gangue inteira para ma avant-premiére?
Sempre eu e meu editor, apenas. Não repasso para mais ninguém. Converso em reunião com ele, conto da ideia do livro, batemos um longo papo e produzo. Mas, sempre me dá um enorme frio na barriga para receber a ligação e saber o que achou.

14-quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
Ler muito. Chegou um momento em que eu queria criar as minhas.

15-De onde vêm os seus personagens? são inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Eu leio muito de tudo,várias revistas, sites, olho e observo as pessoas o tempo inteiro. Gosto de conversar com gente de todas as profissões e experiências. O mundo é o meu laboratório, anoto tudo no celular ou cadernos. E vou trazer ou uma fala ou outra ou a própria sensação do momento para os livros. Há milhares de pedacinhos verdadeiros em vários e vários livros meus. Só que o que é ou não é um mistério que eu guardarei para mim. Ops..., às vezes, sou pega pelo meu marido que lê um livro meu e grita “heiiii, achei aqui uma fala sua ou uma fala minha, ou aquela cena aconteceu com fulano”. Rs
Como ele é o que está mais perto do meu mundo, às vezes, descobre e me faz rir. Pior mesmo é quando ele confunde a autora do personagem. Então, preciso explicar essa NÃO SOU EU, é a PERSONAGEM rsrs!!! Vou dar um exemplo! No livro O amor está no Quarto ao Lado (só na versão impressa e, não, na versão do site original), o personagem militar pergunta para a mocinha se ela deixaria que ele fosse para uma missão arriscada no exterior. Ela fica chateada e não quer que ele vá. Anos depois que eu publiquei o livro, meu marido foi convidado para trabalhar na ONU. Então, ele me perguntou se eu o deixava ir. Eu disse que sim, né? Então, ele passou 6 meses no Haiti.
Quando voltou, disse que tinha muito medo que eu dissesse não a sua pergunta. Então, questionei de onde tirou isso. Ele: Ué, a Jeny do seu livro não queria que o Juan fosse pro exterior... Eu: Jeny, quem é Jeny? Ele: Do seu livro amor, está lá, eu li!! Eu fiquei olhando pra cima, de olhos fechados e lembrei da cena. Então, respirei fundo: Eu já falei que eu NÃO SOU a Jeny, ela é só um personagem ok?! Rsrs. Viram? É difícil as pessoas entenderem que livro escrito de forma profissional não é uma catarse, não é um diário, é um processo de elaboração onde tudo é premeditado. Rs.


16-Qual de suas obras/personagens é seu favorito? porque? o que ele significa para você?
Pra mim, Coração de Pelúcia foi muito importante. Posso te dizer que Coração demandou meu espírito, minhas fibras da alma. Escrever um livro de um personagem cego, misturar isso com uma paixão arrebatadora, criar uma paisagem mental para ele, tornar isso sexy e romântico foi difícil A VIDA! Sério, acho que tem um pedaço vivo de mim em cada livro que as pessoas comprarem. Quem adquire diz que é muito impactante e sai apaixonado pelo Alan. Não é o livro mais vendido, mas, é muito longe a melhor coisa que eu já escrevi.






A autora Li Mendi escreve desde 2006 na web e já possui 6.500 mil fãs em sua fanpage. Semanalmente, ela publica seus livros abertos, que são seguidos pelo grupo de leitores fiéis, que se reúnem em um fanclube com já 900 integrantes. Neste, debatem temas sobre literatura, fazem encontros online para fóruns e comentam suas opiniões sobre o andamento dos enredos.
Este trabalho interativo já rendeu mais quinze livros online, que você pode ler gratuitamente no portal da autora. Um destes ganhou a versão impressa (O amor está no Quarto ao Lado, Ed. Outras Letras) e outros três foram lançados pela Editora Highlands (Coração de Pelúcia, A verdadeira Bela e Alma Gêmea Por Acaso).
Li Mendi é jornalista e publicitária formada pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem 29 anos, é geminiana e mora no Rio de Janeiro. Casada, sem filhos, ela escreve todos os dias e se comunica com os leitores após sua jornada de trabalho.



Veja outros Titulos da Escritora








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Escritor Luis Madureira






SOBRE O AUTOR: Nasceu em São Paulo, tem 57 anos é casado há 35 anos. Tem 3 filhos (1 menino e 2 meninas) e 3 netos (1 menino e 2 meninas). Trabalhou 35 anos no setor industrial, na sua maioria na área de informática, em empresas que me deram oportunidade de viajar e morar em outros países. Em 2011 iniciou sua nova carreira como escritor. Serão, na maior parte, romances de ficção policial, para puro entretenimento dos leitores. Pretendi lançar um livro por ano, até quando Deus lhe permitir, incentivado por parentes e amigos, iniciou sua carreira como escritor, tornando-se, composta pelos livros: APARÊNCIAS, JOIA RARA, AMOR & ÓDIO e VIDA NOVA. CONTATOS: @maduluis / maduluis@gmail.com





Livro APARÊNCIAS

O que você, mulher, faria se o seu marido fosse assediado insistentemente por uma "amiga" sua? Pior ainda, o que você faria se o seu marido cedesse aos assédios dela?

E você, homem, o que faria se uma linda, charmosa e fogosa mulher o assediasse seguidamente? Mesmo amando sua esposa, você conseguiria resistir aos apelos sexuais da outra?

Com a personagem Silvinha como pivô, esse tema polêmico é abordado de forma simples e divertida, prendendo a atenção dos leitores do início ao surpreendente final.


Usando a personagem Silvinha, o autor deste romance procura tratar de temas como - o que uma mulher faria se visse seu marido sendo assediado por sua amiga; o que um homem faria se uma mulher o assediasse seguidamente.

Trecho do livro:

"-O mundo é pequeno, Silvinha. As fofocas voam. Se na sexta-feira você não se comportar na casa do Carlos, na segunda-feira já vão saber de tudo lá na empresa dele e logo depois já vai estar publicado no mural de informações da BEST."



Outros títulos do autor



Vendas através dos sites das seguintes livrarias/editora:
www.ciadoslivros.com.br

www.allprinteditora.com.br

Também disponível como e-book pela Amazon, no Brasil (www.amazon.com.br) e no exterior.


Entrevista com Escritor Andreas Nora



Escritor de Estilo Obsceno, nasceu no Rio de Janeiro, onde morou até 1990. Vive em São Paulo. Casado há 39 anos. Estudou Arte e Literatura. Tem três Romances Publicados pela Editora Livre Expressão






1-Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Citar exemplos?
Absolutamente Não! É preciso que se respeite o "sentimento" a "emoção" e o "conteúdo poético" que o autor deu ao seu trabalho. Muita das vezes, a questão não está na cena, no roteiro, na fotografia, numa palavra ou num texto que o autor escreveu, mas sim em quem o vê, em quem o lê; e eu posso estar fazendo uma interpretação errônea sendo imediatista numa primeira leitura da cena. Não mudo nada: Respeito profundamente o "trabalho, o desgaste" que esse autor desprendeu para sua Arte.


2-Quando percebe, porém, que a personagem está fraca, que as idéias estão murchas, você recomeça ou adota a ironia em relação a elas?
Só sento para escrever quando os meus personagens já estão prontos na minha mente e nesse processo vou "anotando" psicologicamente, mentalmente, o que pode "estar fraca", se "as ideias estão murchas"... Não! Só escrevo quando percebo que os meus personagens estão compactos naquilo que previamente imaginei; não mudo nada porque já está tudo traçado. (Aprendi assim com os meus Mestres - vários deles).


3-Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Como disse anteriormente, quando vou Escrever já tenho tudo em mente. Fiquei na cabeça com "Você Precisa É De Uma Boa Dose De Vadiagem", 2012, um ano e uns poucos meses; o escrevi todo, inclusive Revisão em dois meses e meio. "Raira", 2013, ficou na minha cabeça três ou quatro meses, o escrevi em três semanas, mais ou menos. "Cachorro do Mato", 2014, ficou na minha cabeça uns seis meses, escrevi em três (3) semanas ou um (1) mês no máximo. Quando sento para escrever, sei exatamente o que eu quero; ou seja, o que a minha Alma quer dizer, o que o meu Sangue pede. Posso parecer pretensioso, o que de fato eu não o sou; mas eu não escrevo para agradar, para ser premiado; escrevo porque uma premência faz com que eu "expulse meu demônios, me exorcize na hora do meu trabalho, da minha Escrita, de por a prova a minha Literatura para mim mesmo.


4- Qual foi o seu primeiro e decisivo ato literário?
Ato literário no sentido de escrever, foi quando eu tinha 11 anos, em março de 1964, e o Militar começou a governar o país. O título da minha Redação, uma mistura de poesia com prosa e com teatro e com mais alguma coisa intitulada "O Boi". Foi um sucesso por alguns meses na escola! A redação não tinha nada com o momento político; diga-se. Mas a data e a aceitação do meu trabalho me marcou muito. Mais o meu primeiro ato literário "Ato Literário" definitivo em me tornar escritor, foi em 1972, quando eu estava fazendo Vestibular e li seriamente "O Cortiço", de Aluísio Azevedo. Mas aqui na sua Entrevista, revelo pela primeira vez: a Escritora que me impulsionou na Obsessão pela Escrita e que que me içou no meu Estilo Literário foi Adelaide Carraro (1926-1992 - morreu com 55 anos), considerada uma Escritora Maldita, Pornógrafa. Alguns críticos até a intitularam a "Escritora da Putaria" - eu devia ter 12 a 13 anos; lia-a escondido. E o que abriu a minha cabeça para o desespero da Alma do Homem foi Eurípides, poeta grego do séc. V a.C., que li logo depois de "Chapeuzinho Vermelho" e antes de Adelaide Carraro. Depois veio Bocage, Gregório de Matos Guerra, Bukowski, João G. Noll e muitos outros que não vou me alongar mais.


5-Quando começou a ecrever, já fazia planos de serguir carreira?
SIM! Mas por morar em litoral, pensei também em ser Marinheiro, porque tinha aquele glamour de Porto em Porto, de Cabaré em Cabaré, de um País à outro!


6- Além de escrever, o que mais faz?
Leio Muito, visito amigos e sou visitado, adoro caminhar pelo Centro "Sujo" de São Paulo ou do Rio de Janeiro quando lá estou. não faço nada; sou Vagabundo; Vadio!


7- No assunto Finanças, mas, do ponto de vista material você vive de quê. Quem paga as contas do mês?
Vivo de Rendas. Nunca trabalhei fixo; substituía um professor de Literatura aqui e ali umas poucas vezes, mas... Trabalhar, não!! Detesto compromisso de horário; imposição. A minha Renda Própria, que veio de família, paga as minhas contas.


8-Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Sim! Tenho muita coisa escrita. Coisas de anos, mas nunca as publiquei porque eu não queria compromisso com nada que tirasse a minha Paz. Queria publicar e fazer Carreira mais tarde; nada de presa. Hoje, ainda gostando da Boêmia, mas tenho mais paciência e sossego espiritual para publicar. (A Fera está amansando!... hahaha!...)


9-Música de fundo é indispensável?
Escrevo em Silêncio Total: Deus, o Som da Minha Mente e o Som do Teclado.


10- É notívago ou só cria à luz do dia?
Bebo muita Vodca durante o dia. Durmo cedo. Fui Notívago em outras eras. Às cinco (5) da manhã, já orei, já me alonguei, já tomei o meu banho, já fiz o meu desjejum, e ás 5 da manhã já estou Escrevendo e vou até às 09:30 - 10:00 horas. (Crio à luz do dia).


11-Seu principal critério para a escolha de uma leitura é o título, o autor ou o assunto?
O Autor vinculado ao Assunto. (Obsceno, Pornográfico, Erótico, um Quê de Vulgaridade - Claro está, que tem que haver ARTE, FORÇA POÉTICA, ESTILO LITERÁRIO e sobretudo PAIXÃO DE SENTIMENTO, CONTEÚDO e FORÇA NARRATIVA, "S E M" pieguice e frases prontas; clichês ensaiados.


12- O mais difícil: a primeira ou a última frase?
Quando sento para Escrever já tenho a minha primeira e a minha última frase prontas. (Assim também como o Título).


13-O seu primeiro leitor: você, seu gato, um parente, amigo, editor? Ou convoca a gangue inteira para uma avant-premiére?
O meu primeiro leitor, depois de mim, evidente, é a minha mulher, a qual, quando propõe algumas alterações, são mínimas, e todas muito oportunas.


14-quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
A minha literatura nasce memo num passatempo chamado "Cinema Brasileiro", embora não domine o assunto, sou fã do "Cinema Brasileiro" e ele teve uma influência muito grande na minha Literatura com a direção de várias Feras, que não vou citar o nome porque posso pular alguns, mas os atores eram também fabulosos: Odete Lara, Norma Bengel, Nicoli Puzzi, Wilson Gray, Jece Valadão, Grande Otello, Carlos Vereza, Paulo César Pereio, José Legoy, Hugo Carvana, Jardel Filho... E eram todos filmes "UNDERGROUND" (faltou o nome de muitos atores, mas diretores é mais difícil - hahaha!!... Mas vou quebrar o que falei acima e vou citar um diretor Brasileiro do qual sou fã: Walter Hugo Koury)


15-De onde vêm os seus personagens? são inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Meus personagens são inspirados em Pessoas Reais e Fatos. Vivi muito a boêmia, de botequins em botequins, convivendo com todo o tipo de gente do "submundo social"; de moradores de rua à traficantes; e presenciei cenas de todo tipo: de vagabundo entrando em camburão, piranhas apanhando de cafetão a homicídio a dois passos de mim.


16-Qual de suas obras/personagens é seu favorito? porque? o que ele significa para você?
Para mim, os meus três livros publicados, têm pesos iguais, porque cada um tem os seus próprios personagens com suas próprias aflições da alma e suas próprias vivências! Detalhe: o peso é igual porque todos os três foram escritos com todo o meu Sentimento e com o meu Sangue fervendo. E tem o seguinte: cada personagem é único: tem seu sofrimento, suas, alegrias, seus existencialismos e seus encantos.


17-alguns fato sobre você?
Sou de uma Timidez Profunda para falar em público e principalmente ser fotografado (tenho apenas meia dúzia de fotos "oficiais", passaporte, RG, CNH...). Esse é um dos fatores que não me levam a fazer Lançamento Público, nem Noite de Autógrafos. Sou muito caseiro, mas adoro frequentar um botequim desses de quinta categoria; lá converso com amigos que são ótimos Artista anônimos (Escritores, Pintores, Poetas, Músicos e Coreógrafos e Bailarinos e Funcionários Públicos, Civis e Militares de alta patente. Lá nos botequins no Centro "Sujo" de São Paulo e no Centro "Sujo" do Rio de Janeiro, converso com os mendigos, com os moradores de rua, com as prostitutas, com os travestis, com pequenos traficantes. Muitas vezes pago uma bebida para eles. Pode crer: às vezes eles pagam pra mim, mesmo o morador de rua. Amo Vodca, bebo todos os dias e quase o dia todo, e fumo também. Há alguns anos os meus amigos antigos diziam que eu lembrava Bukowski, um dos meus primeiros Mestres, e parafraseando o que diziam dele (ou ele mesmo dizia dele) "Velho Safado", me chamavam de "Velho Louco"!!... Hahaha... Agora, mudou tudo: estão me chamando de "CACHORRO DO MATO"! Mudou tudo com um título de um livro; hahaha!!...


18-curiosidades sobre seus livros?
São altamente Obscenos, mas de uma Realidade Profunda! Uma Realidade para onde não querem olhar, quanto mais ler. Uso a Linguagem Crua, Cáustica, Corrosiva, Realista; a Linguagem da Rua, da Sarjeta. E os meus personagens não são fictícios!! Vá nas zonas de meretrícios e veja. Vá aos botequins de periferia ou do Centrão da cidade e veja. Vá à cracolândia e veja. (A MINHA SATISFAÇÃO: NÃO DEIXAR A REALIDADE DO "SUBMUNDO" SER MAQUIADA POR UM MORALISMO FAJUTO!!!).



Adquira os livros do autor

Para adquirir os livros do escritor Andreas Nora, entre em contato pelo e-mail: andreasnora@gmail.com

"Você Precisa É de Uma Boa Dose de Vadiagem", 2012 - R$ 25,00

"Raira", 2013 - R$ 25,00

"Cachorro do Mato", 2014 - R$ 25,00

(frete não incluído, valor R$ 10,00)



Escritor Parceiro


Escritor Andreas Nora



Escritor de Estilo Obsceno, nasceu no Rio de Janeiro, onde morou até 1990. Vive em São Paulo. Casado há 39 anos. Estudou Arte e Literatura. Tem três Romances Publicados pela Editora Livre Expressão: 

"Você Precisa É De Uma Boa Dose De Vadiagem", 2012 
"Raira", 2013, 
 "Cachorro do Mato", 2014.
 Atualmente trabalha num livro de Contos para o segundo semestre de 2015.



Editado pela Livre Expressão, será Publicado pelo Instagram (@andreasnora_escritor)
DadoTimidez (muito acentuada), o escritor Andreas Nora não faz Lançamento Público nem Noite de Autógrafos. Reúne uns pouquíssimos Amigos Escritores, Poetas e outros Artistas. Lê vários trechos, bebemos e conversamos madrugada adentro.




Livro Cachorro do Mato




"Cachorro do Mato", 2014, Romance de Andreas Nora, 145 pág. Editora Livre Expressão.

Texto da P. 109 a 110:
(...) A porta do seu carro está aberta, e ela, sentada, abre as suas pernas e me mostra a sua boceta. A mulher é muito bonita e está sem calcinha. A mulher é muito bonita, está sem a calcinha e alisa a sua boceta com uma das mãos enquanto com a outra a abre afastando os seus lábios. E a sua boceta está toda aberta como uma estrela radiante numa constelação. A sua boceta não tem pelos; é totalmente lisa; é uma boceta raspada; uma bocetona sem qualquer pelo; sem um fio de pelo; rosada, escanhoada e muito rosada. Uma bocetona linda! (Embora eu goste das bocetas cabeludas - amo as bocetas cabeludas que espalham seus pelos pelas virilhas, amo as bocetas como a boceta de Lucky - não posso negar que aquela boceta raspada lisa escanhoada é muito bonita; lindíssima!). E eu queria a luz dessa boceta. Aquela boceta rosada lisa me deu vontade de comê-la, literalmente comê-la, sentir sua carne sangrar na minha boca; passei a mão pelo meu pau; parecia que eu despertava do meu porre. Com dificuldade pelo peso que tenho na cabeça, mas tomado de um tesão súbito que aquela cena me dava, viro todo o meu corpo para a mulher, que está sentada no carro com a porta aberta e as coxas muito abertas e me mostra a sua bocetona arreganhada enquanto passa a língua nos lábios. O peso da cabeça e toda a ressaca em que me encontro somem rapidamente. O meu pau está muito duro; muito duro. "Vá, seu mendigo porco, sujo, me mostra o seu pau... quero ver o seu pau, vá... me mostre", diz a mulher passando a língua voluptuosamente nos lábios, fazendo cara de tesão e esfregando o grelo com um dos dedos, e eu olho para os lados e olho para a mulher e pisco os olhos e passo sem acreditar no que estou vendo e já estou com o pau muito duro e volto a olhar para os lados e vejo que não vem ninguém é passo a mão no pau, e a mulher esfrega o grelo e com uma das mãos coloca o peito totalmente para fora da blusa e começa a massageá-lo suavemente e passa a beliscar suavemente o bico do peito e diz, "mendigo imundo, me mostre a sua vara... vá... me mostre... quero ver a sua vara, mendigo porco... vá... quero ver o seu caralho...". E eu esfrego e aperto o pau com muita força, e a mulher diz, "tira essa pica suja pra fora... vá... quero ver o seu pau; quero ver o seu pau duro... vá... me mostre essa pica suja...". E continua a passar uma das mãos na mama e a acariciar o grelo, e eu começo a abaixar mais a minha calça, deixando-a na altura dos joelhos e ela, num lance muito rápido, coloca a outra mama para fora, e as suas mamas estão muito intumescidas, e a sua buceta está muito intumescida, e ela abre mais as suas coxas, e a sua bocetona está avermelhada é muito molhada, e ela deixa de alisar os peitos e enfia dois dedos na boceta e diz, "olhe pra mim, seu escroto... (...)


Você Precisa é de Uma Boa Dose de Vadiagem


Você Precisa É De Uma Boa Dose de Vadiagem, Romance, Ed. Livre Expressão, 2012. Cap. 33, p. 70

(...)
[Três horas de uma foda alucinada...
Demônio de mulher!..
Putona...
Cadela depravada;
Alucinante de gostosa;
Potranca fodedeira no cio]
(...)

Raira



Raira, Romance, 2013, Cap. 18, p.174, de Andreas Nora


(...)

Não preciso de nada
Não preciso de nenhum sentido
Não preciso de nenhuma direção
Não preciso nem mesmo de mim
Preciso de você, Raira
Que se fodam os talheres
Que se fodam os lençóis
Que se foda as taças
Que se fodam os guardanapos
Sua bênção, Minha-Raira
Sua bênção, meu Anjo-Demônio
Sua bênção, Minha-Fêmea

(..)



Conto inedito


"Whitman e Martha", Andreas Nora, Conto Inédito, New York / Miami - Nov. 2014

New York 16:45.


Segundo dia do encontro de escritores para estudar e discutir Folhas de Relva, de Walt Whitman. Eu estava ali pela segunda vez, no meu segundo dia e me faltariam ainda mais três dias. Abandono a sala de estudos. Estou de saco cheio. Rumo para a rua à procura de um bar.

New York 17:00.


Peço um Jack Daniel. Abro Folhas... Para continuar a terceira releitura e começo no verso "...." (...). Meto o uísque pra dentro e em seguida peço outro, e peço outro e vou lendo Whitman com uma rapidez assustadora.

New York, 17:40.


Ouço uma voz de mulher com sotaque hispânico atrás de mim, hei velho babaca, vai entrar pela noite lendo a porra desse livro?, olho pra trás e vejo uma mulher dos seus 28 ou 30 anos, bonita, boca larga e carnuda, cabelos pretos e muito curtos (esse cabelo muito curto com a nuca totalmente nua me excitou muito), não tem nada melhor para fazer?, continuou ela.

Sentei-me à sua mesa. Ela tinha uns peitos grandes e pareciam bem duros, do jeito que eu gosto, e suas coxas também eram grossas, o que pude observar pelo vestido muito curto com as pernas cruzadas. Martha era o seu nome.
Perguntou-me o que eu lia, eu lhe mostrei o livro e a fotografia de Whitman, e ela disse, velho babaca com essa barba imunda, eu disse que nem Whitman nem eu éramos babacas, mas a barba dele é imunda, disse ela, e eu disse, que isso não me interessava, que o que me interessava era a poesia dele e os peitos e as coxas dela, e ela riu muito quando eu disse isso e eu ri também e ela enfiou suas mãos entre meus cabelos brancos e puxou a minha cabeça e nos beijamos como apaixonados e bebemos todo o uísque e pedimos mais uísques e Martha falou que estava vivendo uma fase de tédio, e eu vi que a minha fase não estava muito diferente da dela. E falamos das nossas aflições e vimos que seguíamos os nossos dia a dia naquela mesma coisa que não era outra que não ela mesma. Estávamos bem aquecidos pelos uísques. Nos beijamos, nos apalpamos desesperadamente.

Aeroporto de Newark, NY, 20:55.

Troquei a barba branca e longa de Whitman pelo cabelo preto e curto de Martha.
Estamos bêbados aos beijos entre promessas de amor voando para a Flórida, Miami.

Flórida, Miami Beach, 01:10

Estamos feitos animais enlouquecidos transando num hotel. O sol e o mar de Miami Beach, mudou o sentido do nosso espírito. Uma noite fomos para Little Havana e dançamos muita música caribenha e bebemos muito rum.

Foram dias bêbados; se amando e vivendo.
Faço uma dedicatória em Folhas e o ofereço a Martha, que aperta a foto de Whitman contra o peito, beija-o e depois me beija.

Aeroporto Internacional de Miami, 11:45.

Martha, com um echarpe escondendo as marcas que deixei em seu pescoço, some pelo portão de embarque e me acena sorrindo e eu faço o mesmo para ela. Ela volta para New York e eu sigo para o meu portão para embarcar para o meu país.

Andreas Nora
New York / Miami
Nov / 2014




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"Você Precisa É de Uma Boa Dose de Vadiagem", 2012 - R$ 25,00

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"Cachorro do Mato", 2014 - R$ 25,00

(frete não incluído, valor R$ 10,00)




Textos e imagens Andreas Nora http://www.andreasnora.blogspot.com.br/


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