SINOPSE:
Entre o fictício e o real, Rino Caldarola narra em primeira pessoa suas desventuras e desatinos em Porto Alegre, sua cidade natal. Inconformado pela escassez de inspiração e à procura de um lugar ao sol no cenário literário brasileiro, o protagonista é o reflexo das desilusões e dos anseios que atormentam uma sociedade cada vez mais conturbada e contraditória.
Com uma narrativa insolente e exasperada, Rino constrói e defende seu espaço pessoal utilizando-se de ironia, arrogância e de um erotismo cru. Busca desvencilhar-se de sua mãe coruja e do seu bairro que outrora fora de classe média, mas agora se elitiza em nome do progresso. E, principalmente, luta para desembaraçar sua paradoxal maneira de pensar e ver o mundo.
É  impossível manter-se imparcial quando o assunto é este livro. Tampouco pode-se defini-lo por poucas linhas de uma sinopse. A história de Rino é a história de uma pessoa que busca inspiração, que mantém-se ao que muitos chamam de "margem", na boemia, e ali encontra prazer.
Entre relacionamentos superficiais (quando estes ultrapassam a saudosa marca de uma noite) e  festas, conhecemos a rotina de Rino, um personagem que larga de quaisquer que sejam os escrúpulos que o mantém na tênue linha do politicamente correto (em sociedade) para viver o autêntico, o seu politicamente correto.


Resenha do livro Verme!




Livro: Verme!
Autor: Jim Carbonera
Editora: Boemia Urbana
Paginas: 192

Jim Carbonera escreve falando de sua cidade natal onde a trama se passa, tem uma escrita extravagante, abusada e muito divertida, pra quem ta acostumada com romances cut cut todo fofo fui surpreendida com a estoria do livro Verme!, esta é minha segunda leitura nesse gênero literário de linguagem urbana e bem realista, Rino o protagonista narra esta estoria de uma forma bem aberta, ele é um escritor em inicio de carreira, com trinta anos e com muitas duvidas de sua existência.

"Estou com trinta anos, engordando mais a cada dia e continua morando com meus pais dois seres ligados apenas por afinidade atrofiada."

Em algum momento de sua vida perdeu a inspiração para escrever, e procura na noite de Porto Alegre inspiração, boêmio e mulherengo curti a vida numa boa sempre com seu cantilzinho com rum e uma caderneta de anotações em busca de qualquer coisa que o inspire. Ele apesar de sua guerra interior não deixa de ser um cara machista e se acha o "cara" .

"... Fiquei orgulhoso da minha performance, não sei explicar o porque. Acho que somos assim voyeurs naturais. ..."

Mas é um cara sem preconceitos, com sonhos em relação a sua escrita e a vida que vive, e com o crescimento urbano da cidade começa a pensar que aquilo não é pra ele, que o desenvolvimento traz com sigo problemas urbanos comuns,
A leitura flui facilmente nos mostra a visão masculina que me fez até entender um pouco a cabeça do meu marido (risos) porque todo homem é desbocado? dei muitas risadas com o Rino e sua irreverencia, e a forma de tratar a realidade do dia a dia seja ela pessoal ou social sem perder a liberdade,originalidade e a dignidade.

Quer conhecer de pertinho a vida de Rino seus amores e aventuras, sua busca por inspiração e liberdade de expressão e reconhecimento da leitura nacional, que infelizmente no Brasil nossos escritores ainda sofrem com o preconceito o e com as dificuldades de por suas obras no mercado literário. Tema que também é abordado no livro e nos faz refletir




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Sinopse livro:


Entre o fictício e o real, Rino Caldarola narra em primeira pessoa suas desventuras e desatinos em Porto Alegre, sua cidade natal. Inconformado pela escassez de inspiração e à procura de um lugar ao sol no cenário literário brasileiro, o protagonista é o reflexo das desilusões e dos anseios que atormentam uma sociedade cada vez mais conturbada e contraditória.

Com uma narrativa insolente e exasperada, Rino constrói e defende seu espaço pessoal utilizando-se de ironia, arrogância e de um erotismo cru. Busca desvencilhar-se de sua mãe coruja e do seu bairro que outrora fora de classe média, mas agora se elitiza em nome do progresso. E, principalmente, luta para desembaraçar sua paradoxal maneira de pensar e ver o mundo.



Entrevista com o escritor Jim Carbonera






1. O que você acha de blogueiros fanático por livros?
Especiais. Numa sociedade em que se lê raramente, ter pessoas que além de fanáticos por livros, os divulga, é algo realmente especial e merece todo o nosso carinho.

2. Lendo um romance, vendo um filme, uma novela, gostaria de mudar o final? Citar exemplos?
Ah sim. Cito o mais recente: Breaking Bad. O problema é que se eu falar o que eu faria, estarei cometendo um baita spoiler. Mas sem falsa modéstia, seria um final MUITO melhor do que o original.

3. Quando percebe, porém, que a personagem está fraca, que as ideias estão murchas, você recomeça ou adota a ironia em relação a elas?
Depende. Se ela não for importante para o contexto do livro, eu a deixo, como se fosse aquela pessoa água de salsicha que volta e meia passa pela nossa vida. Sem acrescentar em nada. Entretanto, se ela tiver certa importância para obra, recomeço ela ou tento tratar os pontos falhos da personagem.

4. Quando inicia um texto sabe antecipadamente seu conteúdo?
Sim, gosto de ter uma ideia geral da criação. Porém, durante a obra, acrescento muitas outros elementos a narrativa.

5. Qual foi o seu primeiro e decisivo ato literário?
Ler o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. A partir daí, vi que a literatura poderia ser muito mais cotidiana e realista do que eu imaginava.

6. Quando começou a escrever, já fazia planos de seguir carreira?
Não, pois não fazia ideia se teria competência para isso. Escrever livros como hobby, não me serviria. Então ia escrevendo meus rascunhos e postando em um blog. Conforme elogios eram feitos, vi que tinha potencial para seguir adiante. E, respeitando à literatura, decidi seguir a profissão. E não tratá-la como um passatempo.

7. Além de escrever, o que mais faz?
Durmo, como, vejo filmes e seriados, leio, passeio com o meu cachorro, namoro, faço sexo, escuto rock and roll e exploro a boêmia porto-alegrense.

8. No assunto finanças, mas, do ponto de vista material você vive de quê. Quem paga as contas do mês?
Moro com meus pais. E, num primeiro momento, não tenho pretensão de sair de casa. Tenho total liberdade, não posso me queixar. Mas quem paga minhas contas sou eu. Tento, aos trancos e barrancos, sobreviver da literatura. Como eu respondi na perguntar 6, não trato a literatura como um simples passatempo. E sim, como uma profissão. Se não conseguir levar adiante, daí eu vejo o que faço. Mas só saberei se tentar. E tenho fé que conseguirei.

9. Música de fundo é indispensável?
Sim. De preferência blues.

10. É notívago ou só cria à luz do dia?

100% notívago. Eu, os morcegos e as baratas.

11. Seu principal critério para a escolha de uma leitura é o título, o autor ou o assunto?
Assunto. Acho bobagem que como escritor seja obrigado a ler de tudo, até mesmo um estilo que eu não goste. Essas verdades absolutas me chateiam pra caralho. Leio normalmente o que me dá prazer. Uma ou outra vez posso abrir uma exceção. Porém, não me obrigo a explorar mundos que me incomode e me traga enfado.

12. O mais difícil: a primeira ou a última frase?
Primeira. Pois é a partir dela que a maioria dos leitores (exceto aqueles que leem a última frase do livro antes da primeira) irão dar prosseguimento a obra. A primeira frase e uma espécie de cartão de visita do livro.

13. O seu primeiro leitor: você, seu gato, um parente, amigo, editor? Ou convoca a gangue inteira para ma avant-premiére?
Amigo. Tenho um que além de ser muito competente em avaliar meus originais, é sincero. Sabe separar a amizade do profissional. E se tiver que dizer que está uma porcaria o meu original, não pensa duas vezes em me falar.

14. Quais eram seus passatempos que te levaram a querer contar histórias?
A madrugada. Há muitas histórias nesse período do dia. Acho que as pessoas expõe mais o lado verdadeiro delas. Sem atuação ou encenação. Se deixam contaminar pelos demoniozinhos internos. O lado mais sombrio que carregam, aquele que normalmente gostamos de esconder.

15. De onde vêm os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Os dois. Alguns são ficcionais. Criação da mente. Outras são inspiradas em pessoas reais. Assim como o conteúdo do enredo; uns verdadeiros, outros invenção.

16. Qual de suas obras/personagens é seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?
Meu personagem favorito é protagonista das minhas obras, Rino Caldarola. Ele é corajoso e autêntico. Tem um desprezo pela sociedade que às vezes eu também gostaria de ter. E é sincero ao extremo, o que volta e meia é confundido com arrogância e antipatia.

17. Algumas curiosidades sobre você e seus livros?
Sou destro, amante das artes subversivas e transgressivas e, apesar de gaúcho, não bebo chimarrão. Sobre os meus livros, uma curiosidade é que foram escritos no outono/inverno. E minha primeira revisão, depois que os finalizei, foi na primavera.

18. Você já tem algum livro novo em mente para ser publicado?
Sim, assinei contrato mês passado com uma editora de São Paulo. Provável que entre agosto e outubro minha nova obra seja lançada. Se chamará Royal 47. Falará da relação, quase íntima, de um aspirante a escritor com sua máquina de escrever. Além de relatar acontecimentos da nova fase da vida do protagonista. 




Pontos de venda:

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Escritor Parceiro Jim Carbonera




Jim Carbonera nasceu no Brasil, em 27 de fevereiro de 1982. Natural de Porto Alegre, reside ainda hoje na cidade que serve de inspiração para suas escritas.
Iniciou escrevendo contos sobre o cotidiano, expandindo-se com o tempo para outras áreas literárias. A partir de autores como Alberto Fuguet, Charles Bukowski, Chuck Palahniuk, Ernest Hemingway, Herman Brusselmans, Pedro Juan Gutiérrez e Reinaldo Moraes, injetou alma e realismo sujo à sua narrativa.
Formou-se em turismo, exercendo a profissão por quatro anos e abandonando-a para dedicar-se integralmente à literatura. Suas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertinos, melancólicos e atrozes, e seus personagens possuem a subversividade como características principal. Segue o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo.
Tem como projeto pessoal escrever — em forma de ficção — obras que relatem o ciclo urbano de Porto Alegre. Onde narrará as particularidades da cidade, dos seus moradores e dos visitantes que dão vida e personalidade para essa metrópole tão peculiar.
É autor dos livros Divina Sujeira (Multifoco, 2011) e Verme! (Boêmia Urbana, 2014). Obras que fazem parte do projeto acima citado.



No momento o autor trabalha em seu terceiro livro, intitulado de Royal 47.








Sinopse livro:


Entre o fictício e o real, Rino Caldarola narra em primeira pessoa suas desventuras e desatinos em Porto Alegre, sua cidade natal. Inconformado pela escassez de inspiração e à procura de um lugar ao sol no cenário literário brasileiro, o protagonista é o reflexo das desilusões e dos anseios que atormentam uma sociedade cada vez mais conturbada e contraditória.
Com uma narrativa insolente e exasperada, Rino constrói e defende seu espaço pessoal utilizando-se de ironia, arrogância e de um erotismo cru. Busca desvencilhar-se de sua mãe coruja e do seu bairro que outrora fora de classe média, mas agora se elitiza em nome do progresso. E, principalmente, luta para desembaraçar sua paradoxal maneira de pensar e ver o mundo.

Trechos do Livro:

Frases do livro Verme!:

"Assim como um verme, um parasita, fico aqui parado apenas vivendo à custa dos outros e sugando o necessário do hospedeiro para minha sobrevivência. Sem contribuir em nada para o organismo chamado sociedade." Pág. 178

"A cada minuto, os segundos viram passado e não podemos perder metade de nossas vidas nos lamentando e procurando desculpas para as merdas que cometemos. A grande jogada é: levou um soco da vida; esquive-se do próximo e contra-ataque com um cruzado de direita. Ninguém será seu salvador, a não ser você mesmo." Pág. 61

"As pessoas não estão acostumadas com discórdia e querem nos obrigar a compactuar da mesma opinião que elas. Basta ter um julgamento diferente e pronto, você será considerado preconceituoso e estúpido." Pág. 152

"Há pessoas que nascem para serem criadas em gaiolas, fechadas, trancafiadas em seu mundo, um lugar muitas vezes encantador, fantasioso, introspectivo e cheio de facilidades. Pessoas movidas por suas verdades absolutas e lúgubres. Já outras, nascem para voar em liberdade, bater asas livremente em um céu brando, limpo, independente. Como pássaros desprovidos de trancas, guiados apenas pelos seus instintos. Em ambos os casos há felicidade, para isso, basta escolher em qual deles nos encaixamos melhor." Pág. 143 - 144

"A verdade é que acreditar no sobrenatural amorna a loucura." Pág. 177

Outro Titulo do autor

Infelizmente esgotado mas quem sabe o autor nos prestigie com o relançamento por enquanto conheça um pouco sobre Divina Sujeira






DIVINA SUJEIRA

ISBN: 978-85-7961-457-6


Em uma realidade crua e sarcástica, o autor explora sem escrúpulos o interior de uma sociedade abstrata e distorcida, assim é Divina Sujeira, um relato vibrante de um mundo onde as vitórias e as derrotas caminham de mãos dadas.
O protagonista Rino Caldarola descreve acontecimentos infames, alguns de sucessos e tantos outros para deixar cair no esquecimento.
Dividido em 27 contos, a narrativa apresenta mulheres sinuosas e independentes, homens excêntricos e viris em histórias de amores simples, atitudes sórdidas e finais inusitados. Com uma escrita vigorosa e direta, o autor conduz os leitores aos mais variados sentimentos, revelando uma faceta absolutamente sincera de um mundo sujo e repleto de pecados.

Trecho do Livro:


"Nove horas da manhã é dureza de acordar. A sociedade inventa alguns dogmas um tanto quanto cretinos e eu não entendo o porquê. Quem disse que acordar cedo é pré-requisito de produção?
Sempre odiei dormir e acordar cedo. A madrugada é o estro de todo artista e a manhã é a hora do descanso; como se fosse um período frívolo, vazio, onde não faz o menor sentido estar de pé durante esse espaço do dia." — Divina Sujeira

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