Bom, dona Pri me autorizou a fazer posts como este. E eu estava em sérias dúvidas sobre como começar. Aproveitando o mês das bruxas, do terror, do ENEM, tão assustador quanto, resolvi pôr um filme de terror. E sim, aproveitarei minha paixão pelo livro Psicose e falarei um pouco mais a respeito da incrível adaptação do Alfredinho.
Para começo de história, Psicose não é um daqueles filmes de terror que algum tipo de monstro ou assassino ou cadáver whatever fica pulando de dez em dez minutos na sua cara, o que chamamos de jumpscare. Alfred Hitchcock vai além, e como Robert Bloch no seu aclamado romance, estabelece um clima de tensão do início ao fim. Com cenas simples, tecnologia ultrapassada, é capaz de assombrar os sonhos de qualquer um.
O filme, de 1960, é em preto e branco, deixa de ser fresco e encara uma tela monocromática, mas isto não figura um problema para Psicose, que sabe mexer muito bem com o espectador

Com atuações poderosas, e destaque para as interpretações de Anthony Perkins e Janet Leigh — esta que não aparece nem em metade do filme, mas encanta desde o primeiro minuto.
Pode-se dizer que o destaque principal do filme não é a incrível atuação, a infalível direção, a arrepiante ambientação, mas para o conjunto como um todo, para a obra que imortalizou Hitchcock — junto com "Os Pássaros" e "O Homem que Cai" — e que estabeleceu inúmeros clichês do gênero.
Com suas cenas icônicas — afinal, quem não se lembra de Marion Crane no banheiro do Bates Motel, quem não torceu veementemente para que o carro com seu corpo afundasse no pântano, não é digno desse filme.
O roteiro é bem estruturado, tal como o livro, e os personagens — bons ou ruins, e destaque para os ruins — são incrivelmente intensos.
É uma obra para ver e rever.
E para fazê-lo aprender a lavar os cabelos de olhos abertos.

PARA QUEM NUNCA OUVIU FALAR AKA DORMIU EMBAIXO DE UMA PEDRA CINEMATOGRÁFICA: SINOPSE

Quando, inocentemente, roubou 40 mil doletas de seu patrão em um singelo plano para ajudar seu namorado, Marion Crane não sabia que estaria tramando seu fim. Bela e encantadora, sai em fuga de sua cidade para resfriar a cabeça — e o crime — antes de finalmente viver sua vida ao lado de Sam Loomis, o homem de sua vida. 
Mas uma chuva torrencial e uma estrada desviada acabam por prendê-la ao enigmático Bates Motel, e ao seu dono, Norman Bates, que vive com a mãe (hehe) numa casa anexa. 
Durante sua primeira conversa, Norman se vê apaixonado pela garota, e num ataque de fúria e possível ciúme, sua inocente mãe acaba por assassiná-la.
Para proteger a pobre velha da família de Marion e do detetive Arbogast, quando o crime torna-se público, Norman leva as mentiras adiante. Mas até quando Norman conseguirá proteger à sua mãe e a si mesmo? Segredos são melhor mantidos entre lápides e jazigos.


Olá pessoas, hoje venho resenhar um livro muito incrível!!(Imagine uma voz super animada).
Da Darkside Books, o livro psicose foi escrito em 1959 e relançado esse ano no Brasil depois de 50 (ênfase no '50') anos fora de circulação. 
Fora isto, foi adaptado para o cinema, no ano seguinte à sua publicação original, pelo incrível Alfred Hitchcock, de "Um Corpo Que Cai", "39 Degraus", "Os Pássaros" e muito mais.
Mas não falemos da genialidade do meu querido Alfredinho, mas do Robert, né, afinal o foco aqui é literatura ( concorda, Pri? Concorda!) 
A história, em seu início, segue a jovem Mary Crane, uma secretária de uma imobiliária. Ela sonha em casar-se com Sam, que conhecera em um cruzeiro, e que alega que o motivo que os impede de casarem-se seriam as dívidas do moço. Com isto em mente, e uma baita sorte que quem dera eu tivesse oportunidade aparentemente perfeita, Mary põe as mãos em 40 mil dólares de seu patrão! UHU QUARENTA MIL DOLETAS BABY ESSA MARY É SORTUDA. 

Lembrando que o livro se passa lá na década de 50, então 40 mil doletas era dinheiraço.

Nervosa, agitada e com milhões de planos em mente, a moça decide fugir da cidade com o dinheiro e apenas depois ir procurar por Sam. Para driblar a polícia e qualquer enxerido que pudesse estar em seu cangote, ela troca de carro mais de uma vez. E na estrada acaba por pegar uma chuva torrencial e ir parar (tananananaaaa) no Bates Motel.

Sem smartphones, sem facebook, sem um livro para ler, ela aceita ir jantar com o gerente do lugar. Um cara... estranho (risos maléficos).
No livro ele é gordo.

Norman Bates, um homem de meia-idade, solitário e atrapalhado gerencia o hotel. Ele vive com sua mãe em uma casa nas redondezas e instantaneamente apaixona-se por Mary. E apaixona-se tão loucamente que entra em conflito com sua própria consciência por causa de seus atos (aquele infame buraquinho na parede). A partir daí, nos surpreendemos a cada página, a cada linha. A trama fica cada vez mais envolvente ao mudar de foco e ritmo, e sermos introduzidos ao trio procurando Mary, Sam, Lila e Arbogast (nem sei pronunciar esse raio de nome ainda). Bloch sabe muito bem entrelaçar a trama e amarrá-la de tal forma que nos apaixonamos por cada reviravolta. Nos chocamos com Norman, mas não por ser um ~completo doido~ mas por assemelharmos-nos tanto com ele. O final é surpreendente e incrível. Depois de ler este livro, ansiamos devorá-lo novamente, porque a história adquire outro peso. Mais macabro, mais sombrio, mais interessante. 

Um livro cinco estrelas, seis, mil. Muito bem escrito, poeticamente cruel, cruelmente arrebatador. E arrebatadoramente perturbante. Este livro fica com você muito após encararmos o ponto final, com aquele vazio característico do fim de um livro excelente. 

Vale ressalvar a incrível edição da Darkside Books.

E para atiçá-los ainda mais, retomo...
...incrível...
...perturbador...
...poético...
...macabro...

...e baseado em fatos reais...


Topo