
Bom, dona Pri me autorizou a fazer posts como este. E eu estava em sérias dúvidas sobre como começar. Aproveitando o mês das bruxas, do terror, do ENEM, tão assustador quanto, resolvi pôr um filme de terror. E sim, aproveitarei minha paixão pelo livro Psicose e falarei um pouco mais a respeito da incrível adaptação do Alfredinho.
Para começo de história, Psicose não é um daqueles filmes de terror que algum tipo de monstro ou assassino ou cadáver whatever fica pulando de dez em dez minutos na sua cara, o que chamamos de jumpscare. Alfred Hitchcock vai além, e como Robert Bloch no seu aclamado romance, estabelece um clima de tensão do início ao fim. Com cenas simples, tecnologia ultrapassada, é capaz de assombrar os sonhos de qualquer um.
O filme, de 1960, é em preto e branco, deixa de ser fresco e encara uma tela monocromática, mas isto não figura um problema para Psicose, que sabe mexer muito bem com o espectador
Pode-se dizer que o destaque principal do filme não é a incrível atuação, a infalível direção, a arrepiante ambientação, mas para o conjunto como um todo, para a obra que imortalizou Hitchcock — junto com "Os Pássaros" e "O Homem que Cai" — e que estabeleceu inúmeros clichês do gênero.
Com suas cenas icônicas — afinal, quem não se lembra de Marion Crane no banheiro do Bates Motel, quem não torceu veementemente para que o carro com seu corpo afundasse no pântano, não é digno desse filme.
O roteiro é bem estruturado, tal como o livro, e os personagens — bons ou ruins, e destaque para os ruins — são incrivelmente intensos.
É uma obra para ver e rever.
E para fazê-lo aprender a lavar os cabelos de olhos abertos.
PARA QUEM NUNCA OUVIU FALAR
Quando, inocentemente, roubou 40 mil doletas de seu patrão em um singelo plano para ajudar seu namorado, Marion Crane não sabia que estaria tramando seu fim. Bela e encantadora, sai em fuga de sua cidade para resfriar a cabeça — e o crime — antes de finalmente viver sua vida ao lado de Sam Loomis, o homem de sua vida.
Mas uma chuva torrencial e uma estrada desviada acabam por prendê-la ao enigmático Bates Motel, e ao seu dono, Norman Bates, que vive com a mãe (hehe) numa casa anexa.
Durante sua primeira conversa, Norman se vê apaixonado pela garota, e num ataque de fúria e possível ciúme, sua inocente mãe acaba por assassiná-la.
Para proteger a pobre velha da família de Marion e do detetive Arbogast, quando o crime torna-se público, Norman leva as mentiras adiante. Mas até quando Norman conseguirá proteger à sua mãe e a si mesmo? Segredos são melhor mantidos entre lápides e jazigos.











